quarta-feira, 31 de maio de 2017

SANTANA. Gypsy Queen. - Oye Como Va.

SANTANA. Gypsy Queen. - Oye Como Va.

Moraes extingue ação que pedia criação de imposto sobre grandes fortunas por GGN

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Foto: Carlos Moura/STF
Da Rede Brasil Atual
 
Para ministro do STF, ação movida pelo governo do Maranhão, que acusava o Congresso de se omitir em relação ao tema, não apresentou "vínculo de pertinência"
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta segunda-feira (29) extinguir ação movida pelo governo do Maranhão, que pedia a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) previsto na Constituição, mas que ainda não foi instituído por falta de legislação complementar específica que caberia ao Congresso Nacional. A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO), movida pelo governador Flávio Dino (PCdoB), destacava que o estado do Maranhão saía prejudicado com a medida, já que depende de repasses federais para investimentos em diversas áreas estratégicas, como saúde e educação. 
"Através da inércia do Congresso Nacional em aprovar um dos tantos projetos de lei que tramitam em suas Casas há anos, tem-se que a ausência de tributação das grandes fortunas pela União Federal reduz a perspectiva de recebimento, pelo Estado-membro, de recursos federais nas mais diversas áreas", argumentava o governador na ADO.
Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, sem avaliar o mérito da ação, arquivou a ação com base no que chamou de falta de "demonstração da pertinência temática" por parte do requerente. "No caso, o governador do Maranhão não demonstrou, de forma adequada e suficiente, a existência de vínculo de pertinência temática, apresentando um único argumento: o Estado do Maranhão teria interesse na efetiva instituição e arrecadação do IGF, pois, ocorrendo o incremento de receitas da União, o volume a ser partilhado com os Estados seria consequentemente majorado", afirmou o ministro nomeado pelo presidente Michel Temer (PMDB), recém-incorporado à Suprema Corte.
Moraes alegou, ainda, que a Constituição não determina repartição obrigatória das receitas eventualmente auferidas com a arrecadação do IGF entre a União e os demais entes federativos (estados e municípios)

Como os EUA passaram a controlar a Petrobras e a JBS TER, 30/05/2017 - 16:36 Luis Nassif

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A respeito do post “Xadrez de como Janot foi conduzido no caso JBS” (https://goo.gl/ubAHLX) recebo informações de leitores que complementam a questão geopolítica apresentada.
Há duas áreas estratégicas no Brasil, de interesse direto dos Estados Unidos. Uma, a área de energia/petróleo; outra, a área de alimentos. Nelas, a Petrobras e a JBS.
O interesse estratégico na JBS se deve ao fato de ter se transformado no maior fornecedor de proteína animal para a Rússia e a China. Na Petrobras, obviamente pelo acesso ao pré-sal.
Nos dois casos, o Departamento de Justiça logrou colocar sob fiscalização direta do escritório Baker & McKenzie, de Chicago, o maior dos Estados Unidos, o segundo maior do mundo, com 4.600 advogados e 13.000 funcionários mundo e com estrutura legal de uma sociedade registrada na Suíça (Verein) para pagar menos impostos. É considerado ligado ao Departamento de Estado e ao Departamento de Justiça e é visto em todo o mundo como um "braço" do governo americano, atuando em alinhamento com ele na proteção dos interesses essenciais dos EUA.
No Brasil, o nome de fachada da Baker & McKenzie é o escritório de advocacia Trench, Rossi & Watanabe.
Trata-se de uma nova versão originaria do primeiro escritório Baker & Mackenzie no Brasil, fundado como Stroeter, Trench e Veirano em uma pequena casa na Rua Pará em Higienópolis em 1973. O cabeça era o advogado Carlos Alberto de Souza Rossi, filho do empresário Eduardo Garcia Rossi, ligado à SOFUNGE fundição do grupo Simonsen. Depois o Veirano saiu e montou seu próprio escritório e entrou o desembargador aposentado Kazuo Watanabe, um dos pais dos Juizados de Pequenas Causas.
O Trench, Rossi & Watanabe foi indicado pelo Departamento de Justiça como fiscal dentro da Petrobras, serviço pelo qual já cobrou mais de 100 milhões de reais. Hoje a Petrobras está sob supervisão direta  do BAKER MCKENZIE, que analisa todos seus contratos, vasculha seus e-mails, tentando identificar novas áreas de atuação suspeita.
Agora, assumiu a defesa da JBS, inclusive nas negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O Baker McKenzie é o principal escritório da JBS nos EUA. O caso JBS está sendo monitorado de perto pelo governo dos EUA porque os EUA poderão ter de graça sob seu controle a maior empresa de proteína animal do mundo.
Na realidade a JBS "salvou" a indústria de frigorificação de carne dos EUA, toda ela quebrada, e salvou com dinheiro publico brasileiro.
O Brasil praticamente "entregou" a JBS ao controle do EUA. Os Batista não têm saída a não ser virarem americanos. É mais um bom serviço prestado pelos  moralistas do Brasil.
Antes os EUA usavam pastores evangélicos para penetrar nos países, hoje usam promotores.

sábado, 27 de maio de 2017

"Me dê a Mão, Me Abraça" no Metrô - Corinthians 6x1 São Paulo

Gaviões da Fiel - Me dê a mão Me abraça

Gaviões da Fiel - Que Bobos

"Sabe eu nasci corinthiano" Rodrigo Cardoso.wmv

Quando eu morrer não quero nem vela nem pranto, quero um caixão preto e ...

Quando eu morrer não quero nem vela nem pranto, quero um caixão preto e ...

Corinthians do Meu Coração - Toquinho

Samba do Corinthians - Raridade cantada por Silvio Santos

Velhas Virgens - Todo Poderoso Timão

Adoniran Barbosa - Meu amor é o Timão

Paulinho Nogueira e Toquinho - Meus 20 Anos (Ai, Corinthians)

terça-feira, 25 de abril de 2017

Texto que descreve muito bem o preconceito de classe deste nosso país semifeudal/ autor no final do texto


"Eu confesso que não sei a verdade: não sei se Lula é ou não dono de um triplex no Guarujá, como não sei se FHC é ou não dono de um apartamento na Avenue Foch, em Paris.
Sei apenas que a presunção de ser dono de um triplex no Guarujá é inequivocamente associada à corrupção, mas a presunção de ser dono de um apartamento em Paris não tem nada a ver, obviamente, com corrupção.
Especialmente se o apê do Guarujá for um tanto novo-rico e o apê de Paris, um tanto elegante.
A questão é estética.
Lula carregando uma caixa de isopor e sendo dono de um barco de lata é uma cômica farofa.
Se FHC carregasse uma caixa de isopor e fosse dono de um barco de lata seria uma concessão à humildade.
A questão é classista.
Um Odebrecht sentado à mesa com FHC é um empresário rico.
O mesmo Odebrecht sentado à mesa com Lula é um pagador de propina.
Nada disso tem a ver com corrupção. Nada disso revela qualquer preocupação com o país.
A cada dia que passa, é mais evidente que o que está em discussão é quem são os verdadeiros donos do poder.
E os donos legítimos do poder são os elegantes. Aqueles com relação aos quais não interessa saber como amealharam riqueza porque, simplesmente, a riqueza lhes cai bem.
A casa grande tem um perfume que inebria toda a lavoura arcaica e sensibiliza até a senzala. É o que estamos assistindo.
Tudo o mais, tudo o que não é casa grande é Lula e os amigos de Lula!
A questão é preconceito.
Vejam como um fraque cai naturalmente bem em FHC. Um fraque assim em Lula, certamente, deve ter sido roubado.
O Brasil é o país dos elegantes. De uma elegância classista, racista e preconceituosa, deitada eternamente no berço esplêndido do aristocrático século XIX"
Flávio de Castro, professor de arquitetura da UNIFEMM -
universidade privada de Sete Lagoas, MG.
Por Álvaro Wolmer.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Arena Corinthians: esclarecimentos de Marcelo Odebrecht à Lava Jato

Arena Corinthians: esclarecimentos de Marcelo Odebrecht à Lava Jato
A Arena Corinthians
Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Muito importantes os esclarecimentos do Marcelo Odebrecht à Lava Jato, acerca da Arena Corinthians. Só deixou muito claro em juízo o que nós já sabíamos:
1. O Corinthians tinha um projeto inicial de construir um estádio de 400 milhões e o faria de qualquer maneira, fora do contexto de Copa do Mundo, com previsão de pagamento das parcelas do financiamento através de bilheteria e receitas geradas pelo próprio estádio.
2. De que quando o Morumbi foi vetado por ser um estádio ultrapassado e não ter condições de atender às exigências da FIFA, que a cidade de São Paulo correu o risco de não participar do evento. Que então o poder público, através das figuras de Alckmin e Kassab, resolveu procurar o Corinthians para conversar sobre o seu projeto em andamento para ter um estádio.
3. Que o Corinthians deixou claro que arcaria com sua parte, os 400 milhões previstos, e que caso eles tivessem realmente interesse em sediar Copa do Mundo, que arcassem com a diferença. Ora, nada mais justo!
4. Que para a atender às exigências da FIFA a conta subia de 400 milhões para quase
1 bilhão. Que então o Kassab ofereceu sua parte em forma de 420 milhões em CID'S e o Alckmin com as estruturas provisórias e a conta fechava e assim houve o acordo (com relação às estruturas móveis, tenho sérias dúvidas se o acordo foi honrado ou se o Corinthians é que acabou assumindo).
5. O governo federal se comprometeu a viabilizar o financiamento da parte do Corinthians, via BNDES, nada irregular (este fato, como sabemos, depois se tornou um complicador devido à burocracia e demora na aprovação e que obrigou o clube a tomar empréstimos-ponte com juros mais altos já com a obra em andamento, sob pena de não ser cumprido o cronograma até a Copa).
6. Destacou a total legalidade da concessão das CID's mediante apresentação de projeto relevante em uma região da cidade que necessita de desenvolvimento e frisou que é uma lei ainda da época da gestão Marta Suplicy na prefeitura. Ou seja, também nada irregular e nenhuma novidade, já era uma lei vigente (aqui sabemos que essas CID´s viraram um mico nas mãos dos Corinthians e que também temos este valor a título de dívida! O promotor santista e pavão Marcelo Milani questionou em juízo a legitimidade por pura má fé e deixou clara a sua parcialidade e má intenção em entrevista ao Lance! à epoca. Óbvio que ele sabia da legalidade, apenas quis gerar dúvida no mercado sobre os papéis e prejudicar o Corinthians na venda dos mesmos. E conseguiu! Temos hoje 1/3 de uma dívida do estádio que não deveríamos mais ter).

IMPORTANTE: Marcelo Odebrecht não citou no depoimento o nome de nenhuma pessoa física, pessoa jurídica ou partido político que tenha recebido dinheiro indevido, vantagem ilícita, propina, suborno ou afins, decorrentes da construção do estádio.

É preciso separar as coisas: se futuramente for comprovado que o Corinthians foi lesado, que os autores sejam responsabilizados e o clube seja devidamente ressarcido; quanto ao estádio, é o principal patrimônio que o clube possui e assim deve ser tratado e valorizado. Precisa ser gerido com mais transparência e profissionalismo na busca de receitas e soluções para o pagamento da dívida; quanto à nossa história, temos um nome honrado a zelar, sempre arcamos com nossas obrigações assumidas e isso não pode mudar em hipótese alguma.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Quando Lula será preso?, por Nelson Jobim SEG, 10/04/2017 - 07:18


via Balaio do Kotscho
Quando Lula será preso?
por Nelson Jobim
É pergunta recorrente.
Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.
Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber...” 
Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.
Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.
Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descreve-lo.
Pergunto do que se está falando.
A resposta é genérica: é a Lava-Jato.
Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.
Quais as acusações?
Nada sobre fatos, acusações e processos.
Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de ... (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-Senador Delcidio Amaral, à Petrobrás, ao PT...
Sobre o ex-Senador dizem que ele teria dito algo     que não lembram.
E completam: “está na cara que tem que ser preso”.
Dos fatos não descritos e, mesmo, desconhecidos, e da culpa afirmada em abstrato se segue a indignação por Lula não ter sido, ainda, preso!
[Lembro da ironia de J.L. Borges: “Mas não vamos falar sobre fatos. Ninguém se importa com os fatos. Eles são meros pontos de partida para a invenção e o raciocínio”.]
Tal indignação, para alguns, verte-se em espanto e raiva, ao mencionarem pesquisas eleitorais, para 2018, em que Lula aparece em primeiro lugar.
Dizem: “Essa gente é maluca; esse país não dá...”
Qual a origem dessa dispensa de descrição e apuração de fatos?
Por que a desnecessidade de uma sentença?
Por que a presunção absoluta e certa da culpa?
Por que tal certeza?
Especulo.
Uns, de um facciosismo raivoso, intransigente, esterilizador da razão, dizem que a Justiça deve ser feita com antecipação.
Sem saber, relacionam e, mesmo, identificam Justiça com Vingança.
Querem penas radicais e se deliciam com as midiáticas conduções coercitivas.
Orgulham-se com o histerismo de suas paixões ou ódios.
Lutam por “uma verdade” e não “pela verdade”.
Alguns, porque olham 2018, esperam por uma condenação rápida, que torne Lula inelegível.
Outros, simplesmente são meros espectadores.
Nada é com eles.
Entre estes, tem os que não concordam com o atropelo, mas não se manifestam.
Parecem sensíveis à uma “patrulha”, que decorre da exaltação das emoções, sabotadora da razão e das garantias constitucionais.
Ora, o delito é um atentado à vida coletiva.
Exige repressão.
Mas, tanto é usurpação impedir a repressão do delito, como o é o desprezo às garantias individuais.
A tolerância e o diálogo são uma exigência da democracia - asseguram o convívio.
Nietzsche está certo: As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.

sábado, 1 de abril de 2017

Bob Dylan- Knockin' on Heaven's Door "Original"

Bob Dylan- Knockin' on Heaven's Door "Original"

Mr. Tambourine Man (Live at the Newport Folk Festival. 1964)

Emilio Santiago - "Desenho de Giz & Papel Machê"

Emílio Santiago - Lesões Corporais

Emílio Santiago - Perfume Siamês ORIGINAL

Emílio Santiago - Verdade Chinesa

Emílio Santiago - Saigon

Emílio Santiago Deslizes/Oceano

sexta-feira, 10 de março de 2017

MAIS UMA GAFE? EU NÃO AGUENTO

MAIS UMA GAFE? EU NÃO AGUENTO
Em 64 nos foi dito, e a João Goulart, que o golpe não aconteceria.
Parte do exército estava nas mãos do General Amaury Kruel, amigo íntimo de Jango, e junto com as tropas gaúchas detonaria os paulistas e mineiros.
Havia milhares de grupos dos onze (células brizolistas) super armadas.
Havia as ligas camponesas, de Miguel Arraes, bem armadas e preparadas para a luta.
Havia armas na Central Geral dos Trabalhadores – CGT e muitos militares rebeldes, melancias, como eram conhecidos (verdes por fora mas vermelhos por dentro).
De surpresa, as tropas mineiras começaram a marchar para o Rio de Janeiro. Avisadas, as tropas fluminenses partiram na direção de Minas Gerais, para interceptá-las,
Chegando na cidade de Rezende, se essa velha cabeça ainda não está rateando, encontraram-se e confraternizaram-se.
Na época o comentário foi que Kruel tinha sido traído, depois se descobriu que foram muitas e muitas as malas com dólares, gentileza do governo norte americano, via seu embaixador, Lincoln Gordon.
Os milhares de grupos dos onze eram uns pouquíssimos, e desarmados.
As ligas camponesas estavam armadas de pás e enxadas e só.
Os milicos melancias foram os primeiros a serem presos, de surpresa, dentro dos quartéis ou em casa.
Para mais aumentar a cagada, a esquerda puxou uma greve geral, nacional, numa segunda-feira, e os veículos militares passearam pelas ruas sem uma viva alma, com os milicos ocupando universidades, sindicatos, redações de jornais e emissoras de rádio de esquerda... Sem ninguém dentro.
Primeira gafe, fiasco primeiro.
Emenda Dante de Oliveira. Costura-se devagarinho, alinhavava-se com cuidado, até se chegar a uma frente ampla, com a omissão da mídia, o país inteiro gritando diretas já, até que a mídia não teve como continuar fazendo vistas grossas, e aderiu também.
Tudo pronto, bateu caganeira nos milicos, as forças populares estavam fortes, poderiam fazer o presidente, que não respeitaria a anistia, punindo torturadores, mandantes e comandantes, investigando toda a corrupção fardada, e ameaçaram fechar de novo, acabar com a brincadeira, mandando a caganeira para os civis, e veio o acordão, o colégio eleitoral e Sarney, o senador biônico, presidente da ARENA, partido de sustentação política dos milicos.
Tivéssemos peitado e as diretas teriam vindo, e outra seria a história hoje.
Segunda gafe, fiasco segundo.
Veio o processo de impeachment, a esquerda, tanto a militância quanto as direções do PT e PC do B, não acreditou que passaria. Lula garantiu, dois dias antes, que tinha o controle do plenário, a própria Dilma estava segura de si, o deputado Tiririca garantiu a Lula, quase na hora da votação, que votaria contra o impeachment.
Não contávamos com a derrama de dinheiro, antes e no dia da votação, com promessas de pagamentos a serem realizados depois.
A Senadora Kátia Abreu, muito bem informada, porque do PMDB de Temer e Cunha, e da Bancada do Boi, avaliou, por baixo, em 50 bilhões, o custo do golpe aos cofres públicos, o que se confirmou quando, vitorioso o golpe, o golpista chefe, trairão, praticamente dobrou o déficit público.
Gritamos que se derrubassem Dilma “a favela ia descer”, o “exército vermelho do MST, de Stédile, ia tomar as cidades”, e não aconteceu nada.
Subestimamos, vimos só um processo de impeachment onde havia um processo de golpe em curso, com poderosas forças nacionais e internacionais por trás.
Terceira gafe, fiasco terceiro.
Primeiro perdemos o nosso estrategista, e eminência que agia nos bastidores, elaborando táticas e estratégias políticas e administrativas, José Dirceu.
Com a queda de Dilma, perdemos o poder de fato, mas nem tudo está perdido, ainda temos o poder de direito, na medida em que Lula é uma alternativa de retomada do poder por forças populares e está liderando as pesquisas de intenções de votos.
O golpe só estará consolidado com Lula afastado da corrida presidencial, condenado em segunda instância, com mais de uma sentença desfavorável ou pela via legislativa, com a aprovação da chamada PEC Barra Lula.
Moro marcou depoimento de Lula pata o dia 3 de maio, em Curitiba.
Imediatamente as redes sociais se agitaram, com os comentários de que iriam caravanas de todo o Brasil para Curitiba, no dia do depoimento.
Moro voltou atrás, o depoimento será por videoconferência. Não se iludam, a pressão norte americana sobre Moro está enorme, o desgaste dos golpistas vai aumentar, a pauta econômica deles é de miséria para o povo.
O plano é simples: caravanas demandam tempo para organizar. Moro mantém a videoconferência até um ou dois dias antes do depoimento, convocando a presença de Lula, sem pressão popular, quando deverá prendê-lo.
Vamos nos mobilizar, será a última chance de evitarmos mais uma gafe, o fiasco definitivo.
Francisco Costa
Rio, 09/03/2017.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Xadrez da sinuca de bico da mídia O XADREZ DO GOLPE SEX, 03/03/2017 - 06:54 Luis Nassif

Os jornais estão entrando em uma encrenca cada vez maior.
Diz-se que o jornalismo é o exercício do caráter. Especialmente no jornalismo opinativo e na linha editorial dos jornais, o caráter é ponto central. Constrói-se o caráter de cada publicação analisando seu apego aos fatos, sua generosidade ou dureza de julgamento, sua capacidade de mediação ou parcialidade gritante. E, principalmente, sua credibilidade, o respeito com que trata a informação. Houve um bom período em que mesmo os adversários mais ferrenhos do Estadão respeitavam a seriedade com que tratava os fatos.
Desde que a mídia brasileira caiu de cabeça no pós-verdade e no jornalismo de guerra, esse quadro mudou.
No Olimpo da mídia de massa, há dois tipos de jornalistas e de celebridades: os que seguem cegamente a linha criada pelos veículos; e os que já têm ou caminham para ter personalidade própria, inclusive para se contrapor aos movimentos de manada.
Nesse grupo abrigado pela mídia, pequeno, mas influente, há um mal-estar crescente em relação ao governo Temer, à parcialidade da Lava Jato e ao próprio esforço da mídia em dourar a pílula do governo com um jornalismo eminentemente chapa-branca.
Por outro lado, após perder os leitores de esquerda, a velha mídia começa a perder os de direita, que se agrupam em torno de outros veículos. E está diante de um grave problema moral e jornalístico: qual a cara dos jornais? Que tipo de pensamento eles representam? Qual é seu caráter?
A imagem que passam é dúbia. E a aproximação com Temer agravou radicalmente esse quadro:
1.     Eu sei, os jornais sabem, a torcida do Flamengo sabe que o governo Temer é eminentemente corrupto.
2.     Mesmo assim, os jornais teimam em apoiá-lo, depois de justificar o impeachment como combate à corrupção.
Como pretendem se diferenciar dos blogs e sites jornalísticos sem tradição? Publicando artigos sobre a pós-verdade e, ao mesmo tempo, continuando adeptos incondicionais do jornalismo de guerra? E, agora, perdendo qualquer veleidade de encenação de superioridade moral, apoiando uma plutocracia unanimemente reconhecida como corrupta.

Peça 2 – o jornalismo chapa-branca

A maneira como os jornais atuam, sempre de forma concatenada, é sinal indiscutível de uma articulação, como a de um cartel combinando preços.
Analisem os jornais de hoje. Todos batem em três teclas simultaneamente: a de melhoria da economia e a leitura enviesada do depoimento de Marcelo Odebrecht, e a repetição das denúncias contra o PT, todas buscando beneficiar o governo Temer.
A crise está longe de ser vencida. Persiste a crise fiscal da União e dos estados, os principais setores – como o automobilístico – amargam quedas recordes, o pior bimestre nos últimos 11 anos, o desemprego avança de forma avassaladora. E a cada dia que passa mais se escancara a natureza fundamentalmente corrupta do governo Temer.
Como gerar notícias positivas?
Valor Econômico, que já praticou um jornalismo mais objetivo, recorre a uma entrevista com Michel Temer e transforma em manchete sua “previsão”: “Temer aposta em alta do PIB acima de 3% em 2018” (https://goo.gl/tMvvs5). Fantástico! Um deputado que jamais se interessou por temas econômicos, que não tem nenhum histórico de previsões ou cenários, “aposta” em PIB acima de 3% e a aposta merece manchete principal do jornal.
Já a Folha prefere transformar a pessoa física de Temer em “gestão Temer”, e coloca na manchete principal a extraordinária informação de que a gestão vê retomada da economia e diminui corte orçamentário. E quais os indicadores? A informação de que a arrecadação continua caindo, sim, mas em ritmo mais lento. Ou seja, após 8% de queda do PINB, ainda não se chegou ao fundo do poço.
Em outros cantos, o jogo de previsões sombrias de que a saída de Temer poderia comprometer a salvação nacional, que são as reformas constitucionais empurradas goela abaixo da população – e, por isso mesmo, extremamente vulneráveis a futuros governos.
Assim, o jornalismo econômico e político na velha mídia fica dependendo de alguns raros praticantes de jornalismo efetivo, como José Paulo Kupfer, do Globo, e Vinicius Torres, da Folha. Ou ainda de analistas políticos escondidos pelo jornal, como José Roberto Toledo, do Estadão, ou, menos escondida, Maria Cristina Fernandes, do Valor e Bernardo Mello Franco, da Folha, Kennedy Alencar, da CBN. E os referenciais de sempre, como Jânio de Freitas.

Peça 3 – a desinformação de quem informa

Esses contrapontos são utilizados pelos jornais não como elementos de análise, mas como exemplo restritíssimo de biodiversidade política. No fundo, a inteligência interna, a visão estratégica dos veículos é tão rasa quanto a do público que cultivam, tal o desleixo com que trabalham as notícias, tal a mesmice das análises econômicas e políticas, sem nenhum controle de qualidade, nenhuma punição aos grandes erros factuais, e nenhuma visão de futuro.
Foi esse mesmo espírito que levou, no início de 1999, as empresas jornalísticas à maior crise da história porque acreditaram em suas fontes do mercado financeiro – e, muitas delas, em seus colunistas financeiros – de que não haveria desvalorização do real.
Agora, incorrem na mesma falta de visão estratégica, no simplismo de quem não consegue analisar os múltiplos desdobramentos do quadro econômico e político e, especialmente, as resultantes da própria ação midiática.
Mesmo estando em jogo o futuro do jornalismo e deles, como empresas, são incapazes de montar um conselho diversificado, capaz de traçar cenários minimamente complexos para orientar as estratégias editoriais. Subordinam-se à cartelização, provavelmente montada dentro do fórum do Instituto Millenium, que é a melhor maneira de minimizar responsabilidades: afinal, se houver erros, será coletivo. Para quem não sabe o que fazer, não deixa de ser um consolo.
Se não houver uma correção de rumos, se terá o seguinte quadro pela frente:
1.     A velha mídia vai continuar bancando um plano econômico sem nenhuma condição de superar a crise. O plano não tem nenhum componente anticíclico. Vai apenas prolongar a recessão e aprofundar as tensões sociais e políticas.
2.     Passar o desmonte da Previdência e do fim dos direitos sociais, sem nenhuma espécie de negociação, em um quadro de ampla recessão, é jogar gasolina na fogueira.
3.     Como intermediária e avalista da Lava Jato e, agora, de Temer perante a classe média, conseguirá se desmoralizar cada vez mais perante seu público, a exemplo do que está acontecendo com seus candidatos do PSDB, nenhum deles em condição competitiva para 2018. Apesar de merecer esse fim, não é bom para o país. Será o fracasso definitivo da sociedade civil, uma das últimas formas de articulação da institucionalidade, embora profundamente corroída por anos de discursos de ódio.

Peça 4 – o desafio das delações da Odebrecht

É assim, sem nenhuma visão, que a mídia entrará agora na cobertura das delações da Odebrecht.
Já está delineada uma estratégia para impedir que a Lava Jato chegue nos seus.
1      A denúncia dos abusos cometidos no período anterior, no qual as vítimas foram Lula e o PT. O destaque dado pelo Estadão à entrevista do ex-Ministro Nelson Jobim – no qual ele desanca as ilegalidades da Lava Jato e reclama da falta de punição aos abusos mais ostensivos – com mais de um ano de atraso.
2      A parceria renovada de Jobim com Gilmar Mendes.
3      Os inquéritos internos contra os delegados da Lava Jato, pela colocação de escuta clandestina na cela de Alberto Yousseff e outros. Até agora empurrou-se com a barriga o inquérito. Bastará trata-lo com seriedade para se enquadrar os dois principais delegados da Lava Jato. Que, assim como José Serra, decidiram abdicar de seus cargos em Curitiba e buscar paragens mais amenas.
4      O jogo de postergações de inquéritos envolvendo os parceiros da mídia e da Procuradoria Geral da República (PGR).
Todos esses movimentos são carne fresca a alimentar o leão das ruas, que vem embalando os sonhos de Bolsonaro, ou os sonhos com o general Villas Boas

quarta-feira, 1 de março de 2017

A quadrilha no Governo e a dos cúmplices

Aprendendo a observar/O poder dos animais

APRENDENDO A OBSERVAR - Contam alguns biólogos e observadores da natureza que o instinto dos animais age para sua preservação. Nos chamados acidentes da natureza sentem e se previnem. Isso se dá em terremotos, maremotos e até na ocorrência do tsunami se registrou que grande parte da fauna se havia afastado da faixa litorânea e sobrevivido por isso. Nós,que nos damos foro de racionais não compensamos com pretensão de termos acuidade cerebral nem um pouco desses instintos. VEJA-SE que tivemos sinais públicos, luminosos e sonoros de que seríamos atacados, e com dicas de como isso se daria.
TODOS SABEMOS QUE A FAMIGERADA GLOBO É PONTA DE LANÇA ou OLHEIRA E PREPOSTA DOS EUA. Pois, ela mostrou com sua ação qual seria a estratégia de seu patrão para nova invasão - OS TOGADOS ! TODOS VIMOS ELA PROMOVER O MEDONHO JB com transmissão do patético julgamento, tendo-o elevado a vedete do dia, como capa de revistas, biografias românticas etc. TODOS vimos o mesmo expediente usado com o sucessor, tal moro-banestado, guindado a gente mesmo depois de assessorar uma condenação sem provas.
Assim como assistimos a lacrimosa entrega de colar de mérito a carmem-lúcifer... precisava mais sinais? DEU-SE O QUE VIMOS... por meio da tradicional entrega de malas via fiesp (ou assemelhadas), o INIMIGO COMPROU TODAS AS TOGAS, ou ao menos as que lhe permitiu coordenar o GOLPE que ROUBOU OS ELEITORES BRASILEIROS para colocar seu nefandos capachos no conluio TOGADOS+FARDADOS+DEGENERADOS. Pode-se falar o que quiser, mas tivemos esse aviso. ISSO MOSTRA QUE NÃO TEMOS A ESPERTEZA INSTINTIVA DOS ANIMAIS PARA NOS PREVENIRMOS. Perdemos long
e com nossa pretensão de ser mais evoluidos !!! Por Sergio Arruda

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O DERBI do CENTENÁRIO


Festeja, porque o Corinthians fez justiça por você

Festeja, porque o Corinthians fez justiça por você
O árbitro Peixoto: punido pela bola
Foto: Divulgação
No país da juristocracia seletiva, quantas vezes você não se sente prejudicado, insultado, ofendido, lesado e humilhado?
É aquela multa de trânsito absurda, resultado da sinalização deficiente ou inexistente.
É o seu carro roubado, que nenhum aparato da lei se esforça por recuperar.
É aquele imposto implacável, maroto, que leva muito mais de você, pai e mãe de família, do que do tubarão magnata.
É aquela demanda sua, clara, mas que não tem solução, perdida na burocracia dos labirintos dos tribunais.
É a sua reclamação correta, calada pela “otoridade” cheia de soberba e estupidez.
É o “teje preso” das ruas nossas, só porque você é filho distante da África, estudante em luta por seus direitos ou morador da periferia imensa deste nosso Brasil.
É a infame estrutura de poder, executiva, legislativa e judiciária, que sabota o seu trabalho suado, vampiriza a sua empresa e leva embora o seu carrinho de pipoca.
Hoje, esse monstro de mil tentáculos esteve em campo na Arena Corinthians, em Itaquera.
Revivendo a tradicional e escandalosa figura do juiz ladrão, o Peixoto de amarelo obrou para destruir o clássico do centenário.
Com arrogância enorme, quis interferir no desenrolar da partida. Arrogante, desconsiderou o óbvio, não ouviu seus pares e, como seu colega José Aparecido, em 1993, prejudicou severamente o Time do Povo.
Expulsou incorretamente Gabriel. Depois, inspirado na teimosia dos tolos, seguiu complacente com os verdes visitantes. Concluiu sua ópera bufa assistindo passivamente à covarde agressão de Victor Hugo sobre Pablo.
Ah, mas quantas vezes o nosso Corinthians não redimiu você?
Lembra daquele dia? Você abalado, pressão alta nas veias, até mesmo revoltado, por causa do político corrupto, do guardinha metido, do atendente que não se sensibilizou com a febre do seu filho, do chefe inclemente, do batedor de martelo que só ouviu um lado...
Sim, você se lembra daquele dia...
E, então, contra tudo e todos, o nosso Corinthians entrou em campo e representou suas dores e suas lágrimas, arrancando na garra a vitória redentora...
Foi assim novamente nesta noite de fevereiro em Itaquera. O roteiro perfeito. A vingança doce e necessária de todo um povo maltratado, vilipendiado e injustiçado.
Você sabe que é assim.
E juntos, proclamamos: obrigado, Corinthians, teu passado é uma bandeira, teu presente é sempre uma lição!