quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O PUDOR FOI PRA PQP

Os canalhas de plantão mentem, deturpam, tergiversam, falseiam... Sem pudor, honra, dignidade, vergonha nos putos focinhos.
É a escória da política brasileira que está no poder, o que há de pior, porque ladra, antinacionalista, lacaia da classe dominante, algoz dos humildes.
Vejamos o que justificaria todos esses qualificativos aos membros da quadrilha que nos infelicita.
Sob o argumento de que uma presidente legitimamente eleita cometeu improbidade administrativa, a famosa pedalada, golpistas, atendendo aos reclamos do grande empresariado, das grandes corporações multinacionais e às próprias necessidades, de fugir dos tribunais, já que ladrões, em quase toda a sua totalidade, a derrubaram.
Sem terem como justificar o golpe, repetindo os argumentos dos golpistas de 64, criaram a figura do “conjunto da obra”.
Isto mesmo, Dilma caiu pelo “conjunto da obra”.
Vamos examinar os defeitos desta obra feita elo governo Dilma.
1) Dilma “pedalou” – uma semana depois de se assenhorear do poder, o Tirano da Mala, sob o argumento de que é impossível governar sem “pedalar”, através de um Congresso comprado, legalizou as “pedaladas”;
2) Dilma tentou empossar Lula, investigado, como ministro. O Tirano da Mala empossou toda a sua quadrilha investigada. Quando acabaram as vagas, criou um ministério, com o propósito único de blindar o Angorá, um dos “cappos” da máfia palaciana;
3) Dilma permitiu um déficit público de 97 bilhões, segundo os golpistas, uma “enormidade inadmissível”. O primeiro ano do Tirano da Mala teve um déficit público de quase 180 bilhões, este ano será, POR ENQUANTO, de 159 bilhões, que se repetirá no ano que vem, e com um detalhe: esse número só não é maior porque o desgoverno está vendendo até as calcinhas da mãe;
4) Dilma, sob intenso e continuado bombardeio da mídia alimentando pobres coitados que hoje estão pagando a conta, chegou ao índice de 13% de aprovação, segundo os golpistas, o que lhe tiraria a condições de governar, por falta de popularidade e apoio político. O Tirano da Mala tem 3% de popularidade.
Enquanto isso o povo participa ativamente, para impedir que o descalabro continue: acompanha o desempenho do Neymar no PSG, as dezenas de milagres horários dos pastores midiáticos, o desempenho dos casais na dança dos famosos, os crimes transmitidos ao vivo por Datena... Esperando que a mídia cúmplice e beneficiária do caos e da cafetinagem dê a ordem para voltar para a Paulista, fantasiadinho de CBF.
Já os golpistas... Mandaram o pudor para a PQP, entre malas com dinheiro, aviões com cocaína e velhos discursos de comunismo e bolivarismo, tão a gosto dos que ainda não aprenderam a diferença entre alface e alfafa.
Francisco Costa
Rio, 17/08/2017.

Golpistas sem Moral e sem Competência

*NOTA DE DILMA ROUSSEFF SOBRE A META FISCAL:*
_*A FRAUDE DA META FISCAL*_
Antes do golpe, meu governo previa déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários.
Após o golpe, a dupla Temer-Meirelles, apoiada pelo “pato amarelo”, que não queria saber da CPMF por onerar os mais ricos, inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017.
Os golpistas calculavam ganhar uma grande folga para facilmente cumprir a meta e, com isso, fazer a população acreditar numa competência que eles não tinham.
Eis que a verdade vem à tona e se descobre que nem mesmo a meta de déficit de R$ 139 bi eles conseguirão cumprir.
Agora, querem ampliar o rombo para R$ 159 bi. Mas não vão parar por aí. Com mão de gato, aumentarão o déficit, no Congresso, para R$ 170 bi.
Juntam a fome com a vontade de comer, pois os parlamentares que apoiam o governo golpista vão ajudar a aumentar ainda mais o rombo.
Querem mais dinheiro para emendas, enquanto as despesas para educação estão menores do que em 2015 e os investimentos em valores menores do que em 2010.
O que já era mentira, virou escândalo. O que era abuso, virou catástrofe. O que era esperteza, virou caos nas contas públicas.
O resultado será a paralisia da máquina federal e a depressão da atividade produtiva. Ou seja: mais estagnação econômica e menos serviço público para quem precisa."

terça-feira, 15 de agosto de 2017

mato grosso e mathias,tentei te esquecer

Matogrosso & Mathias - Enquanto o Sol Brilhar

Matogrosso e Mathias - Foi pensando em você

Matogrosso & Mathias - Pele De Maçã

Matogrosso e Mathias - Idas e Voltas

Matogrosso e Mathias- Boate Azul

Matogrosso e Mathias - Na Hora Do Adeus

Matogrosso e Mathias - De Igual Pra Igual

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Janis Joplin - "Cry Baby" live in Toronto (Legendado)

Janis Joplin - Cry Baby

Janis Joplin- Piece of my heart

Chitãozinho & Xororó - No Rancho Fundo

Chitãozinho e Xororó - Fio de Cabelo/Porque Brigamos - Acústico (HD)

Chitãozinho & Xororó - Evidências

Matogrosso & Mathias - 24 Horas de amor (Duas Gerações)

Matogrosso & Mathias - Na hora do adeus / encerramento (Duas Gerações)

Matogrosso e Mathias - Foi pensando em você

Matogrosso & Mathias - Pele de maçã (Duas Gerações)

Matogrosso & Mathias - Abertura/Idas e voltas (Duas Gerações)

sábado, 22 de julho de 2017

Jornalistas Livres.

Somos, AINDA, milhões de "ptralhas", que não beatificam ninguém NÃO, mas reconhecemos as diversas conquistas sociais, para o povão, sendo coxinha, ou não! Lula e Dilma pedem perdão aos brasileiros pela destruição que promoveram no país.
Eles lamentam os seguintes projetos executados, que tanto mal fizeram ao povo:
01) FIES
02) Pronatec
03) Prouni
04) Ciência sem Fronteiras
05) Mais Médicos
06) Farmácia Popular
07) Minha Casa, Minha Vida
08) Bolsa Família
09) Cisternas no sertão
10) Luz para Todos
11) Transposição do Rio São Francisco
12) Reativação do Transporte Ferroviário
13) Ferrovia Norte-Sul
14) Ferrovia Transnordestina
15) Aumento do salário mínimo acima da inflação
16) Água para Todos
17) Brasil Sorridente
18) Pronaf
19) FAT
20) Programa Brasil Sem Miséria
21) Bolsa Atleta
22) Bolsa Estiagem
23) Bolsa Verde
24) Bolsa-escola
25) Brasil Carinhoso
26) Pontos de Cultura
27) Programa Biodiesel
28) SUS
29) SAMU/UPAS
30 Saúde da Família
31) FGEDUC (Seguro do FIES)
32) Casa da Mulher Brasileira
33) Aprendiz na Micro e Pequena Empresa
34) MEI Microempreendedores Individuais
35) Pagamento da Dívida Externa ao FMI
36) Empréstimo ao FMI
37) BRICS
38) Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome
39) Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal
40) Liberdade para a PGR
41) Liberdade para o MP
42) Escolha para os órgãos da Justiça dos primeiros das listas das corporações
43) Jogos Pan-americanos
44) Copa do Mundo
45) Olimpíadas
46) 98 conferências nacionais de 43 áreas, como educação, juventude, saúde, cidades, mulheres, comunicação, direitos LGBT, entre outras.
47) Orçamento para a Cultura cresceu de R$ 276,4 milhões em 2002 para R$ 3,27 bilhões em 2014
48) Vale-cultura
49) Programa Cultura Viva
50) Programa Mais Cultura nas Escolas
51) PND - Política Nacional de Defesa - Investimentos em defesa cresceram dez vezes: de R$ 900 milhões em 2003 para R$ 8,9 bilhões em 2013
52) Participação das FFAA em 11 missões militares de paz da ONU
53) Projeto Submarino Nuclear
54) Modernização da frota de aeronaves da FAB com transferência da tecnologia
55) Pré-sal
56) Redução de 79% do desmatamento da Amazônia brasileira
57) Aumento em mais de 50% da extensão total de área florestal protegida.
58) Liderança mundial em redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar na atmosfera uma média de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
59) Valorização do polo naval
60) Refinaria Abreu e Lima
61) Novas usinas hidrelétricas: Teles Pires, Belo Monte, São Manoel, Santo Antônio, Jirau, São Luiz do Tapajós
62) Conferência Mundial Rio+20
63) PPP
64) PAC
65) Aumento exponencial do parque eólico brasileiro
66) Polos de desenvolvimento NE: Suape PE, Pecém CE e Camaçari BA: Investimentos somam cerca de R$ 100 bilhões.
O PT tinha dinheiro para todos estes programas e projetos e ainda deixou um caixa de US$ 400 bilhões. E agora que a direita tomou o poder acabou o dinheiro??!!! Mas que belos princípios a direita tem!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lula é condenado por Sergio Moro; veja a sentença e saiba o que acontece Lula é condenado por Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão.

Lula é condenado por Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão. Confira o que diz a sentença do juiz e saiba o que acontece a partir de agora

Lula condenado prisão Sergio Moro
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu condenação de nove anos e seis meses de prisão em sentença do juiz Sérgio Moro. A decisão, em primeira instância, pelo juiz federal, se dá pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com a condenação, Lula recebeu R$ 3,7 milhões em propinas da empreiteira OAS entre 2006 e 2012 em consórcio com a Petrobrás. O dinheiro teria sido usado na reforma do triplex do Edifício Solaris, no Guarujá (SP), que a Lava Jato afirma ser de Lula.
A denúncia também acusava Lula de usar parte do valor no custeio do armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016, em empresa especializada. Na mesma sentença, no entanto, Moro absolveu o ex-presidente pelas “apesar das irregularidades no custeio do armazenamento do acervo presidencial, não há prova de que ele envolveu um crime de corrupção ou de lavagem”.
A denúncia foi feita em setembro de 2016 pelo procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol, que comanda a força-tarefa da Lava Jato.
Na época, Dallagnol disse, em uma apresentação de PowerPoint que gerou polêmica e foi duramente criticada, que o ex-presidente é “o grande general que determinou a realização e a continuidade da prática dos crimes”.

“Condenação viciada”

Para Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a condenação de Lula é “viciada e muito frágil”.
“Vemos um processo penal de exceção com finalidade política, que tende a esvaziar de sentido a Constituição Federal e agredir de frente os direitos humanos. Tem um efeito contra Lula e contra a sociedade, pois os direitos de todos estão ameaçados. Não se trata do PT ou da esquerda. Não se trata da Lava Jato. Há uma jurisprudência de exceção sendo feita no Brasil”, pontuou.
Serrano também destacou que Lula vai recorrer em liberdade, só se tornando inelegível em caso de reafirmação da sentença em segunda instância. “Ele está condenado em primeira e deve recorrer. Deve aguardar em liberdade, o que é normal. Se o TRF (Tribunal Regional Federal) tiver o mínimo desejo de cumprir a ordem jurídica do país julgará improcedente.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

SANTANA. Gypsy Queen. - Oye Como Va.

SANTANA. Gypsy Queen. - Oye Como Va.

Moraes extingue ação que pedia criação de imposto sobre grandes fortunas por GGN

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Foto: Carlos Moura/STF
Da Rede Brasil Atual
 
Para ministro do STF, ação movida pelo governo do Maranhão, que acusava o Congresso de se omitir em relação ao tema, não apresentou "vínculo de pertinência"
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta segunda-feira (29) extinguir ação movida pelo governo do Maranhão, que pedia a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) previsto na Constituição, mas que ainda não foi instituído por falta de legislação complementar específica que caberia ao Congresso Nacional. A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO), movida pelo governador Flávio Dino (PCdoB), destacava que o estado do Maranhão saía prejudicado com a medida, já que depende de repasses federais para investimentos em diversas áreas estratégicas, como saúde e educação. 
"Através da inércia do Congresso Nacional em aprovar um dos tantos projetos de lei que tramitam em suas Casas há anos, tem-se que a ausência de tributação das grandes fortunas pela União Federal reduz a perspectiva de recebimento, pelo Estado-membro, de recursos federais nas mais diversas áreas", argumentava o governador na ADO.
Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, sem avaliar o mérito da ação, arquivou a ação com base no que chamou de falta de "demonstração da pertinência temática" por parte do requerente. "No caso, o governador do Maranhão não demonstrou, de forma adequada e suficiente, a existência de vínculo de pertinência temática, apresentando um único argumento: o Estado do Maranhão teria interesse na efetiva instituição e arrecadação do IGF, pois, ocorrendo o incremento de receitas da União, o volume a ser partilhado com os Estados seria consequentemente majorado", afirmou o ministro nomeado pelo presidente Michel Temer (PMDB), recém-incorporado à Suprema Corte.
Moraes alegou, ainda, que a Constituição não determina repartição obrigatória das receitas eventualmente auferidas com a arrecadação do IGF entre a União e os demais entes federativos (estados e municípios)

Como os EUA passaram a controlar a Petrobras e a JBS TER, 30/05/2017 - 16:36 Luis Nassif

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A respeito do post “Xadrez de como Janot foi conduzido no caso JBS” (https://goo.gl/ubAHLX) recebo informações de leitores que complementam a questão geopolítica apresentada.
Há duas áreas estratégicas no Brasil, de interesse direto dos Estados Unidos. Uma, a área de energia/petróleo; outra, a área de alimentos. Nelas, a Petrobras e a JBS.
O interesse estratégico na JBS se deve ao fato de ter se transformado no maior fornecedor de proteína animal para a Rússia e a China. Na Petrobras, obviamente pelo acesso ao pré-sal.
Nos dois casos, o Departamento de Justiça logrou colocar sob fiscalização direta do escritório Baker & McKenzie, de Chicago, o maior dos Estados Unidos, o segundo maior do mundo, com 4.600 advogados e 13.000 funcionários mundo e com estrutura legal de uma sociedade registrada na Suíça (Verein) para pagar menos impostos. É considerado ligado ao Departamento de Estado e ao Departamento de Justiça e é visto em todo o mundo como um "braço" do governo americano, atuando em alinhamento com ele na proteção dos interesses essenciais dos EUA.
No Brasil, o nome de fachada da Baker & McKenzie é o escritório de advocacia Trench, Rossi & Watanabe.
Trata-se de uma nova versão originaria do primeiro escritório Baker & Mackenzie no Brasil, fundado como Stroeter, Trench e Veirano em uma pequena casa na Rua Pará em Higienópolis em 1973. O cabeça era o advogado Carlos Alberto de Souza Rossi, filho do empresário Eduardo Garcia Rossi, ligado à SOFUNGE fundição do grupo Simonsen. Depois o Veirano saiu e montou seu próprio escritório e entrou o desembargador aposentado Kazuo Watanabe, um dos pais dos Juizados de Pequenas Causas.
O Trench, Rossi & Watanabe foi indicado pelo Departamento de Justiça como fiscal dentro da Petrobras, serviço pelo qual já cobrou mais de 100 milhões de reais. Hoje a Petrobras está sob supervisão direta  do BAKER MCKENZIE, que analisa todos seus contratos, vasculha seus e-mails, tentando identificar novas áreas de atuação suspeita.
Agora, assumiu a defesa da JBS, inclusive nas negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O Baker McKenzie é o principal escritório da JBS nos EUA. O caso JBS está sendo monitorado de perto pelo governo dos EUA porque os EUA poderão ter de graça sob seu controle a maior empresa de proteína animal do mundo.
Na realidade a JBS "salvou" a indústria de frigorificação de carne dos EUA, toda ela quebrada, e salvou com dinheiro publico brasileiro.
O Brasil praticamente "entregou" a JBS ao controle do EUA. Os Batista não têm saída a não ser virarem americanos. É mais um bom serviço prestado pelos  moralistas do Brasil.
Antes os EUA usavam pastores evangélicos para penetrar nos países, hoje usam promotores.

sábado, 27 de maio de 2017

"Me dê a Mão, Me Abraça" no Metrô - Corinthians 6x1 São Paulo

Gaviões da Fiel - Me dê a mão Me abraça

Gaviões da Fiel - Que Bobos

"Sabe eu nasci corinthiano" Rodrigo Cardoso.wmv

Quando eu morrer não quero nem vela nem pranto, quero um caixão preto e ...

Quando eu morrer não quero nem vela nem pranto, quero um caixão preto e ...

Corinthians do Meu Coração - Toquinho

Samba do Corinthians - Raridade cantada por Silvio Santos

Velhas Virgens - Todo Poderoso Timão

Adoniran Barbosa - Meu amor é o Timão

Paulinho Nogueira e Toquinho - Meus 20 Anos (Ai, Corinthians)

terça-feira, 25 de abril de 2017

Texto que descreve muito bem o preconceito de classe deste nosso país semifeudal/ autor no final do texto


"Eu confesso que não sei a verdade: não sei se Lula é ou não dono de um triplex no Guarujá, como não sei se FHC é ou não dono de um apartamento na Avenue Foch, em Paris.
Sei apenas que a presunção de ser dono de um triplex no Guarujá é inequivocamente associada à corrupção, mas a presunção de ser dono de um apartamento em Paris não tem nada a ver, obviamente, com corrupção.
Especialmente se o apê do Guarujá for um tanto novo-rico e o apê de Paris, um tanto elegante.
A questão é estética.
Lula carregando uma caixa de isopor e sendo dono de um barco de lata é uma cômica farofa.
Se FHC carregasse uma caixa de isopor e fosse dono de um barco de lata seria uma concessão à humildade.
A questão é classista.
Um Odebrecht sentado à mesa com FHC é um empresário rico.
O mesmo Odebrecht sentado à mesa com Lula é um pagador de propina.
Nada disso tem a ver com corrupção. Nada disso revela qualquer preocupação com o país.
A cada dia que passa, é mais evidente que o que está em discussão é quem são os verdadeiros donos do poder.
E os donos legítimos do poder são os elegantes. Aqueles com relação aos quais não interessa saber como amealharam riqueza porque, simplesmente, a riqueza lhes cai bem.
A casa grande tem um perfume que inebria toda a lavoura arcaica e sensibiliza até a senzala. É o que estamos assistindo.
Tudo o mais, tudo o que não é casa grande é Lula e os amigos de Lula!
A questão é preconceito.
Vejam como um fraque cai naturalmente bem em FHC. Um fraque assim em Lula, certamente, deve ter sido roubado.
O Brasil é o país dos elegantes. De uma elegância classista, racista e preconceituosa, deitada eternamente no berço esplêndido do aristocrático século XIX"
Flávio de Castro, professor de arquitetura da UNIFEMM -
universidade privada de Sete Lagoas, MG.
Por Álvaro Wolmer.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Arena Corinthians: esclarecimentos de Marcelo Odebrecht à Lava Jato

Arena Corinthians: esclarecimentos de Marcelo Odebrecht à Lava Jato
A Arena Corinthians
Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Muito importantes os esclarecimentos do Marcelo Odebrecht à Lava Jato, acerca da Arena Corinthians. Só deixou muito claro em juízo o que nós já sabíamos:
1. O Corinthians tinha um projeto inicial de construir um estádio de 400 milhões e o faria de qualquer maneira, fora do contexto de Copa do Mundo, com previsão de pagamento das parcelas do financiamento através de bilheteria e receitas geradas pelo próprio estádio.
2. De que quando o Morumbi foi vetado por ser um estádio ultrapassado e não ter condições de atender às exigências da FIFA, que a cidade de São Paulo correu o risco de não participar do evento. Que então o poder público, através das figuras de Alckmin e Kassab, resolveu procurar o Corinthians para conversar sobre o seu projeto em andamento para ter um estádio.
3. Que o Corinthians deixou claro que arcaria com sua parte, os 400 milhões previstos, e que caso eles tivessem realmente interesse em sediar Copa do Mundo, que arcassem com a diferença. Ora, nada mais justo!
4. Que para a atender às exigências da FIFA a conta subia de 400 milhões para quase
1 bilhão. Que então o Kassab ofereceu sua parte em forma de 420 milhões em CID'S e o Alckmin com as estruturas provisórias e a conta fechava e assim houve o acordo (com relação às estruturas móveis, tenho sérias dúvidas se o acordo foi honrado ou se o Corinthians é que acabou assumindo).
5. O governo federal se comprometeu a viabilizar o financiamento da parte do Corinthians, via BNDES, nada irregular (este fato, como sabemos, depois se tornou um complicador devido à burocracia e demora na aprovação e que obrigou o clube a tomar empréstimos-ponte com juros mais altos já com a obra em andamento, sob pena de não ser cumprido o cronograma até a Copa).
6. Destacou a total legalidade da concessão das CID's mediante apresentação de projeto relevante em uma região da cidade que necessita de desenvolvimento e frisou que é uma lei ainda da época da gestão Marta Suplicy na prefeitura. Ou seja, também nada irregular e nenhuma novidade, já era uma lei vigente (aqui sabemos que essas CID´s viraram um mico nas mãos dos Corinthians e que também temos este valor a título de dívida! O promotor santista e pavão Marcelo Milani questionou em juízo a legitimidade por pura má fé e deixou clara a sua parcialidade e má intenção em entrevista ao Lance! à epoca. Óbvio que ele sabia da legalidade, apenas quis gerar dúvida no mercado sobre os papéis e prejudicar o Corinthians na venda dos mesmos. E conseguiu! Temos hoje 1/3 de uma dívida do estádio que não deveríamos mais ter).

IMPORTANTE: Marcelo Odebrecht não citou no depoimento o nome de nenhuma pessoa física, pessoa jurídica ou partido político que tenha recebido dinheiro indevido, vantagem ilícita, propina, suborno ou afins, decorrentes da construção do estádio.

É preciso separar as coisas: se futuramente for comprovado que o Corinthians foi lesado, que os autores sejam responsabilizados e o clube seja devidamente ressarcido; quanto ao estádio, é o principal patrimônio que o clube possui e assim deve ser tratado e valorizado. Precisa ser gerido com mais transparência e profissionalismo na busca de receitas e soluções para o pagamento da dívida; quanto à nossa história, temos um nome honrado a zelar, sempre arcamos com nossas obrigações assumidas e isso não pode mudar em hipótese alguma.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Quando Lula será preso?, por Nelson Jobim SEG, 10/04/2017 - 07:18


via Balaio do Kotscho
Quando Lula será preso?
por Nelson Jobim
É pergunta recorrente.
Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.
Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber...” 
Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.
Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.
Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descreve-lo.
Pergunto do que se está falando.
A resposta é genérica: é a Lava-Jato.
Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.
Quais as acusações?
Nada sobre fatos, acusações e processos.
Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de ... (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-Senador Delcidio Amaral, à Petrobrás, ao PT...
Sobre o ex-Senador dizem que ele teria dito algo     que não lembram.
E completam: “está na cara que tem que ser preso”.
Dos fatos não descritos e, mesmo, desconhecidos, e da culpa afirmada em abstrato se segue a indignação por Lula não ter sido, ainda, preso!
[Lembro da ironia de J.L. Borges: “Mas não vamos falar sobre fatos. Ninguém se importa com os fatos. Eles são meros pontos de partida para a invenção e o raciocínio”.]
Tal indignação, para alguns, verte-se em espanto e raiva, ao mencionarem pesquisas eleitorais, para 2018, em que Lula aparece em primeiro lugar.
Dizem: “Essa gente é maluca; esse país não dá...”
Qual a origem dessa dispensa de descrição e apuração de fatos?
Por que a desnecessidade de uma sentença?
Por que a presunção absoluta e certa da culpa?
Por que tal certeza?
Especulo.
Uns, de um facciosismo raivoso, intransigente, esterilizador da razão, dizem que a Justiça deve ser feita com antecipação.
Sem saber, relacionam e, mesmo, identificam Justiça com Vingança.
Querem penas radicais e se deliciam com as midiáticas conduções coercitivas.
Orgulham-se com o histerismo de suas paixões ou ódios.
Lutam por “uma verdade” e não “pela verdade”.
Alguns, porque olham 2018, esperam por uma condenação rápida, que torne Lula inelegível.
Outros, simplesmente são meros espectadores.
Nada é com eles.
Entre estes, tem os que não concordam com o atropelo, mas não se manifestam.
Parecem sensíveis à uma “patrulha”, que decorre da exaltação das emoções, sabotadora da razão e das garantias constitucionais.
Ora, o delito é um atentado à vida coletiva.
Exige repressão.
Mas, tanto é usurpação impedir a repressão do delito, como o é o desprezo às garantias individuais.
A tolerância e o diálogo são uma exigência da democracia - asseguram o convívio.
Nietzsche está certo: As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.

sábado, 1 de abril de 2017

Bob Dylan- Knockin' on Heaven's Door "Original"

Bob Dylan- Knockin' on Heaven's Door "Original"

Mr. Tambourine Man (Live at the Newport Folk Festival. 1964)

Emilio Santiago - "Desenho de Giz & Papel Machê"

Emílio Santiago - Lesões Corporais

Emílio Santiago - Perfume Siamês ORIGINAL

Emílio Santiago - Verdade Chinesa

Emílio Santiago - Saigon

Emílio Santiago Deslizes/Oceano

sexta-feira, 10 de março de 2017

MAIS UMA GAFE? EU NÃO AGUENTO

MAIS UMA GAFE? EU NÃO AGUENTO
Em 64 nos foi dito, e a João Goulart, que o golpe não aconteceria.
Parte do exército estava nas mãos do General Amaury Kruel, amigo íntimo de Jango, e junto com as tropas gaúchas detonaria os paulistas e mineiros.
Havia milhares de grupos dos onze (células brizolistas) super armadas.
Havia as ligas camponesas, de Miguel Arraes, bem armadas e preparadas para a luta.
Havia armas na Central Geral dos Trabalhadores – CGT e muitos militares rebeldes, melancias, como eram conhecidos (verdes por fora mas vermelhos por dentro).
De surpresa, as tropas mineiras começaram a marchar para o Rio de Janeiro. Avisadas, as tropas fluminenses partiram na direção de Minas Gerais, para interceptá-las,
Chegando na cidade de Rezende, se essa velha cabeça ainda não está rateando, encontraram-se e confraternizaram-se.
Na época o comentário foi que Kruel tinha sido traído, depois se descobriu que foram muitas e muitas as malas com dólares, gentileza do governo norte americano, via seu embaixador, Lincoln Gordon.
Os milhares de grupos dos onze eram uns pouquíssimos, e desarmados.
As ligas camponesas estavam armadas de pás e enxadas e só.
Os milicos melancias foram os primeiros a serem presos, de surpresa, dentro dos quartéis ou em casa.
Para mais aumentar a cagada, a esquerda puxou uma greve geral, nacional, numa segunda-feira, e os veículos militares passearam pelas ruas sem uma viva alma, com os milicos ocupando universidades, sindicatos, redações de jornais e emissoras de rádio de esquerda... Sem ninguém dentro.
Primeira gafe, fiasco primeiro.
Emenda Dante de Oliveira. Costura-se devagarinho, alinhavava-se com cuidado, até se chegar a uma frente ampla, com a omissão da mídia, o país inteiro gritando diretas já, até que a mídia não teve como continuar fazendo vistas grossas, e aderiu também.
Tudo pronto, bateu caganeira nos milicos, as forças populares estavam fortes, poderiam fazer o presidente, que não respeitaria a anistia, punindo torturadores, mandantes e comandantes, investigando toda a corrupção fardada, e ameaçaram fechar de novo, acabar com a brincadeira, mandando a caganeira para os civis, e veio o acordão, o colégio eleitoral e Sarney, o senador biônico, presidente da ARENA, partido de sustentação política dos milicos.
Tivéssemos peitado e as diretas teriam vindo, e outra seria a história hoje.
Segunda gafe, fiasco segundo.
Veio o processo de impeachment, a esquerda, tanto a militância quanto as direções do PT e PC do B, não acreditou que passaria. Lula garantiu, dois dias antes, que tinha o controle do plenário, a própria Dilma estava segura de si, o deputado Tiririca garantiu a Lula, quase na hora da votação, que votaria contra o impeachment.
Não contávamos com a derrama de dinheiro, antes e no dia da votação, com promessas de pagamentos a serem realizados depois.
A Senadora Kátia Abreu, muito bem informada, porque do PMDB de Temer e Cunha, e da Bancada do Boi, avaliou, por baixo, em 50 bilhões, o custo do golpe aos cofres públicos, o que se confirmou quando, vitorioso o golpe, o golpista chefe, trairão, praticamente dobrou o déficit público.
Gritamos que se derrubassem Dilma “a favela ia descer”, o “exército vermelho do MST, de Stédile, ia tomar as cidades”, e não aconteceu nada.
Subestimamos, vimos só um processo de impeachment onde havia um processo de golpe em curso, com poderosas forças nacionais e internacionais por trás.
Terceira gafe, fiasco terceiro.
Primeiro perdemos o nosso estrategista, e eminência que agia nos bastidores, elaborando táticas e estratégias políticas e administrativas, José Dirceu.
Com a queda de Dilma, perdemos o poder de fato, mas nem tudo está perdido, ainda temos o poder de direito, na medida em que Lula é uma alternativa de retomada do poder por forças populares e está liderando as pesquisas de intenções de votos.
O golpe só estará consolidado com Lula afastado da corrida presidencial, condenado em segunda instância, com mais de uma sentença desfavorável ou pela via legislativa, com a aprovação da chamada PEC Barra Lula.
Moro marcou depoimento de Lula pata o dia 3 de maio, em Curitiba.
Imediatamente as redes sociais se agitaram, com os comentários de que iriam caravanas de todo o Brasil para Curitiba, no dia do depoimento.
Moro voltou atrás, o depoimento será por videoconferência. Não se iludam, a pressão norte americana sobre Moro está enorme, o desgaste dos golpistas vai aumentar, a pauta econômica deles é de miséria para o povo.
O plano é simples: caravanas demandam tempo para organizar. Moro mantém a videoconferência até um ou dois dias antes do depoimento, convocando a presença de Lula, sem pressão popular, quando deverá prendê-lo.
Vamos nos mobilizar, será a última chance de evitarmos mais uma gafe, o fiasco definitivo.
Francisco Costa
Rio, 09/03/2017.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Xadrez da sinuca de bico da mídia O XADREZ DO GOLPE SEX, 03/03/2017 - 06:54 Luis Nassif

Os jornais estão entrando em uma encrenca cada vez maior.
Diz-se que o jornalismo é o exercício do caráter. Especialmente no jornalismo opinativo e na linha editorial dos jornais, o caráter é ponto central. Constrói-se o caráter de cada publicação analisando seu apego aos fatos, sua generosidade ou dureza de julgamento, sua capacidade de mediação ou parcialidade gritante. E, principalmente, sua credibilidade, o respeito com que trata a informação. Houve um bom período em que mesmo os adversários mais ferrenhos do Estadão respeitavam a seriedade com que tratava os fatos.
Desde que a mídia brasileira caiu de cabeça no pós-verdade e no jornalismo de guerra, esse quadro mudou.
No Olimpo da mídia de massa, há dois tipos de jornalistas e de celebridades: os que seguem cegamente a linha criada pelos veículos; e os que já têm ou caminham para ter personalidade própria, inclusive para se contrapor aos movimentos de manada.
Nesse grupo abrigado pela mídia, pequeno, mas influente, há um mal-estar crescente em relação ao governo Temer, à parcialidade da Lava Jato e ao próprio esforço da mídia em dourar a pílula do governo com um jornalismo eminentemente chapa-branca.
Por outro lado, após perder os leitores de esquerda, a velha mídia começa a perder os de direita, que se agrupam em torno de outros veículos. E está diante de um grave problema moral e jornalístico: qual a cara dos jornais? Que tipo de pensamento eles representam? Qual é seu caráter?
A imagem que passam é dúbia. E a aproximação com Temer agravou radicalmente esse quadro:
1.     Eu sei, os jornais sabem, a torcida do Flamengo sabe que o governo Temer é eminentemente corrupto.
2.     Mesmo assim, os jornais teimam em apoiá-lo, depois de justificar o impeachment como combate à corrupção.
Como pretendem se diferenciar dos blogs e sites jornalísticos sem tradição? Publicando artigos sobre a pós-verdade e, ao mesmo tempo, continuando adeptos incondicionais do jornalismo de guerra? E, agora, perdendo qualquer veleidade de encenação de superioridade moral, apoiando uma plutocracia unanimemente reconhecida como corrupta.

Peça 2 – o jornalismo chapa-branca

A maneira como os jornais atuam, sempre de forma concatenada, é sinal indiscutível de uma articulação, como a de um cartel combinando preços.
Analisem os jornais de hoje. Todos batem em três teclas simultaneamente: a de melhoria da economia e a leitura enviesada do depoimento de Marcelo Odebrecht, e a repetição das denúncias contra o PT, todas buscando beneficiar o governo Temer.
A crise está longe de ser vencida. Persiste a crise fiscal da União e dos estados, os principais setores – como o automobilístico – amargam quedas recordes, o pior bimestre nos últimos 11 anos, o desemprego avança de forma avassaladora. E a cada dia que passa mais se escancara a natureza fundamentalmente corrupta do governo Temer.
Como gerar notícias positivas?
Valor Econômico, que já praticou um jornalismo mais objetivo, recorre a uma entrevista com Michel Temer e transforma em manchete sua “previsão”: “Temer aposta em alta do PIB acima de 3% em 2018” (https://goo.gl/tMvvs5). Fantástico! Um deputado que jamais se interessou por temas econômicos, que não tem nenhum histórico de previsões ou cenários, “aposta” em PIB acima de 3% e a aposta merece manchete principal do jornal.
Já a Folha prefere transformar a pessoa física de Temer em “gestão Temer”, e coloca na manchete principal a extraordinária informação de que a gestão vê retomada da economia e diminui corte orçamentário. E quais os indicadores? A informação de que a arrecadação continua caindo, sim, mas em ritmo mais lento. Ou seja, após 8% de queda do PINB, ainda não se chegou ao fundo do poço.
Em outros cantos, o jogo de previsões sombrias de que a saída de Temer poderia comprometer a salvação nacional, que são as reformas constitucionais empurradas goela abaixo da população – e, por isso mesmo, extremamente vulneráveis a futuros governos.
Assim, o jornalismo econômico e político na velha mídia fica dependendo de alguns raros praticantes de jornalismo efetivo, como José Paulo Kupfer, do Globo, e Vinicius Torres, da Folha. Ou ainda de analistas políticos escondidos pelo jornal, como José Roberto Toledo, do Estadão, ou, menos escondida, Maria Cristina Fernandes, do Valor e Bernardo Mello Franco, da Folha, Kennedy Alencar, da CBN. E os referenciais de sempre, como Jânio de Freitas.

Peça 3 – a desinformação de quem informa

Esses contrapontos são utilizados pelos jornais não como elementos de análise, mas como exemplo restritíssimo de biodiversidade política. No fundo, a inteligência interna, a visão estratégica dos veículos é tão rasa quanto a do público que cultivam, tal o desleixo com que trabalham as notícias, tal a mesmice das análises econômicas e políticas, sem nenhum controle de qualidade, nenhuma punição aos grandes erros factuais, e nenhuma visão de futuro.
Foi esse mesmo espírito que levou, no início de 1999, as empresas jornalísticas à maior crise da história porque acreditaram em suas fontes do mercado financeiro – e, muitas delas, em seus colunistas financeiros – de que não haveria desvalorização do real.
Agora, incorrem na mesma falta de visão estratégica, no simplismo de quem não consegue analisar os múltiplos desdobramentos do quadro econômico e político e, especialmente, as resultantes da própria ação midiática.
Mesmo estando em jogo o futuro do jornalismo e deles, como empresas, são incapazes de montar um conselho diversificado, capaz de traçar cenários minimamente complexos para orientar as estratégias editoriais. Subordinam-se à cartelização, provavelmente montada dentro do fórum do Instituto Millenium, que é a melhor maneira de minimizar responsabilidades: afinal, se houver erros, será coletivo. Para quem não sabe o que fazer, não deixa de ser um consolo.
Se não houver uma correção de rumos, se terá o seguinte quadro pela frente:
1.     A velha mídia vai continuar bancando um plano econômico sem nenhuma condição de superar a crise. O plano não tem nenhum componente anticíclico. Vai apenas prolongar a recessão e aprofundar as tensões sociais e políticas.
2.     Passar o desmonte da Previdência e do fim dos direitos sociais, sem nenhuma espécie de negociação, em um quadro de ampla recessão, é jogar gasolina na fogueira.
3.     Como intermediária e avalista da Lava Jato e, agora, de Temer perante a classe média, conseguirá se desmoralizar cada vez mais perante seu público, a exemplo do que está acontecendo com seus candidatos do PSDB, nenhum deles em condição competitiva para 2018. Apesar de merecer esse fim, não é bom para o país. Será o fracasso definitivo da sociedade civil, uma das últimas formas de articulação da institucionalidade, embora profundamente corroída por anos de discursos de ódio.

Peça 4 – o desafio das delações da Odebrecht

É assim, sem nenhuma visão, que a mídia entrará agora na cobertura das delações da Odebrecht.
Já está delineada uma estratégia para impedir que a Lava Jato chegue nos seus.
1      A denúncia dos abusos cometidos no período anterior, no qual as vítimas foram Lula e o PT. O destaque dado pelo Estadão à entrevista do ex-Ministro Nelson Jobim – no qual ele desanca as ilegalidades da Lava Jato e reclama da falta de punição aos abusos mais ostensivos – com mais de um ano de atraso.
2      A parceria renovada de Jobim com Gilmar Mendes.
3      Os inquéritos internos contra os delegados da Lava Jato, pela colocação de escuta clandestina na cela de Alberto Yousseff e outros. Até agora empurrou-se com a barriga o inquérito. Bastará trata-lo com seriedade para se enquadrar os dois principais delegados da Lava Jato. Que, assim como José Serra, decidiram abdicar de seus cargos em Curitiba e buscar paragens mais amenas.
4      O jogo de postergações de inquéritos envolvendo os parceiros da mídia e da Procuradoria Geral da República (PGR).
Todos esses movimentos são carne fresca a alimentar o leão das ruas, que vem embalando os sonhos de Bolsonaro, ou os sonhos com o general Villas Boas